sábado, 18 de fevereiro de 2012

18 anos comparados aos 81.

No auge da juventude, algumas pessoas sentem-se velhas, com a visão prejudicada, a inaptidão para festas tão badaladas e ouvidos surdos diante da menor vontade de ouvir o inútil, o fútil.
O hábito da leitura é a única coisa que lhe resta, o escrever é um dos poucos prazeres capaz de sentir, e a solidão? A solidão seria o fim do "tentar viver" e o começo do "deixar a vida te levar" ou melhor "ir vivendo".
Num instante percebe-se que todos ao seu redor se divertem, inclusive os mais velhos de idade, na visão de jovens eternos. E no auge de seus 18 anos, a "velhice" lhe acomoda a vida, como se perdesse o gosto por namorar, conhecer novos desafios, novas multidões, prazeres irresistíveis.
São 18 anos comparados aos 81. Corpo de jovem com o olhar de idoso. E para alguns psicólogos ou psiquiatras isso chamaria-se depressão, ou algum novo diagnóstico?
É como se arriscar fosse perigoso demais para a fraqueza que possui, ou que não tenha força suficiente para lutar contra todos os empecilhos em sua vida. Talvez um carma? Ficar olhando a vida passar e a festa acontecer diante da janela do seu quarto.

E ao olhar em seu interior, com as próprias mãos arrancar o coração, como se não o precisasse mais. O olhar finito da limitação quase escassa de alegria. Os ossos fracos, os músculos inutilizados e o amor inoportuno e inválido ao hipotálamo.
É como se pai e filho trocassem os papéis: O pai sai no sábado à noite ao encontro do amor, o filho fica em casa contando os minutos finais do conúbio com a sua dor.

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