quinta-feira, 14 de julho de 2011


AS lágrimas caem dos meus olhos, escorrem pelo meu rosto e desfalecem na minha boca. Tão prejudiciais como o sal, mas que ainda é essencial pra se manter.
Eu fecho os olhos, deitada em minha cama, na posição de feto, tentando me abraçar,tão minha, tão de ninguém, tão sozinha.
É essa a mulher que ninguém vê.
A mulher que renascerá das cinzas pra nunca mais ser a mesma.
O céu está estrelado e a lua está cheia - noite dos apaixonados - ironia pro meu coração, erro do destino.
Você não vale o que come e não sei como tem coragem de viver tão imundo!
Eu chorei hoje, mas na aurora eu recomeço, eu renasço e me transformo no mistério, na fortaleza que uma mulher chega ao se encontrar no topo da decepção.
A partir de hoje eu decidi ser minha, eu decidi não deixar me pertencer à outrem. Eu aprendi a ser egoísta, eu aprendi a ser fria como você, com você.

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