Não sinto meu corpo, minha alma desfalece, meu coração geme. Eu me encontro como em um calabouço que me agride na escuridão e no frio de uma solidão sem sentido.
De que adianta o amor, se as pessoas não vivem para ele e o ignoram como um mendigo sem utilidade?
Eu sou feita de amor, mas o amor não precisa de mim. Não como eu pensava que precisava.
Minhas entranhas doem, minha pele arde como arranhões profundos que sangram e deixam cicatrizes eternas.
São os sintomas que me cometem a cada vez que deixo o amor entrar no meu peito; já tão fraco, tão machucado e usado.
Lembro-me das noites que mergulhei em lágrimas no travesseiro, tão calada, tão sozinha, tão ferida... Como entender as facetas do amor e as dores que nos causam? Como querer continuar amando, mesmo no sofrimento? Como é possível o amor fazer tão mal sendo que é tão necessário na vida? Alguns chegam a dizer que sem amor não se vive. Mas como viver quando o amor é doloroso? Quem será tão sábio e corajoso para dizer que o amor é incondicionalmente bom? As dúvidas são tantas e as respostas são subentendidas e difíceis de serem interpretadas.
Mas eu amo, porque amar me faz humana, sentir me faz capaz, saber que tenho um coração que ama é gratificante.
A minha intuição diz que o vazio é pior que a dor do amor. O que você acha? Acho que o mais certo é ainda dizer que os dois estão na mesma proporção, os dois machucam. Cada um a sua maneira.
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