
Eu poderia tratar de dizer em simples palavras a dor que me causa sem explicação. Que em momentos inoportunos, vai chegando sem razão.
Seria fácil chorar todas as minhas feridas e mostrá-las em carne viva, em uma pequena gota de lágrima que cai no chão.
Mas não valeria o esforço de gritar ao mundo tamanha depressão. Pois, sequer o mundo é capaz de ter compreensão.
Pessoas tão frias e tão individualistas no século em que vivemos, tão pouco enxergariam a dor do seu companheiro; e se assim pudessem, não seriam capazes de dar o afeto devido.
Como entender o jogo da vida em tamanha ingratidão? Sonhos que vagam pelo espaço, buscando uma saída na imensidão.
Como falar de qualidades? Se as poucas que ainda restam se perdem no caminho da longa estrada da vida, e assim lhe mostra quão fraco e inútil você é.
Quantas vezes já não se perguntou - O que acontece comigo, quem eu sou? Sou o maior castigo de mim mesmo e assim me vou.
Vou para o desapego do amor e da compaixão. É assim que encontro um fim para um nada em pleno tempo de sofrimento e seres sem coração.
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