terça-feira, 1 de abril de 2014

Debaixo da lua minguante




Estava desatenta.
Pensava em outro alguém.
Queria uma bebida forte.
Tomava na mesa do bar,
enquanto me olhavam.
Eu encarava, porque achava graça.
De repente quis jogar.
Comecei a partida sem ter estratégia para a chegada.
Fui na direção do meu alvo.
perdi logo no começo,
empatei,
ganhei,
perdi de novo.
Estou aqui, imóvel, confusa...
Sem entender que ponto falhei.
Foi você, o culpado.
Chegou de mansinho, me enganou com sua estratégia
de atenção e prestatividade.
Devorou a tua presa como se fosse a última que restava no mundo.
Agora é hora de virar o jogo, nada de vacilar.
1x0 pro coração.
2x1 pra você.
Parabéns, conseguiu o que queria.
Agora vá embora, por favor?
Suma!
Não costumo perder, não costumo entregar os pontos.
Nada de entregar o coração.
Que coisa estranha é essa? Como se eu dependesse mesmo dessa droga
pra viver. 
Não preciso de ninguém nem de você como amante. Porque amar é 
secundário.
Estou fria como o gelo da Antártida e não há nada que mude a minha tacada final.
Quero um homem, não um menino.
Todavia, por agora quero um uísque com gelo.
As minhas aventuras sempre foram com a minha solidão.
Então, um passo para trás, agora.
Não venha com esse papo romântico e barato, digno de boas gargalhadas.
Como se não soubesse que já ouço há tempos.
Como se não soubesse que já caí nessa há alguns anos.
Não me venha com promessas não cumpridas outra vez.
Esse jogo barato já virou rotina pra você. Só pra você.
Não tenho criatividade para a sua infantilidade mental.
Então digo-te que és meu inferno e meu paraíso... astral.
Infâme foi a noite que não dormi, pensando nos seus beijos, na noite que perdi o jogo pra você.
Sonhei em construir uma vida com você e ao mesmo tempo desejei jogar-te pela janela do décimo quinto andar.
Te odeio e te adoro.
Te quero e te repudio.
Bebo do cálice de vinho mais doce e cuspo no teu copo.
Porque te desejo e não te suporto.
Você é minha calma e meu saco de pancadas.
É meu amigo, meu amante e ao mesmo tempo como o irmão mais irritante.
Venha na calada da noite enquanto eu estiver dormindo e deite do meu lado.
Não me acorde.
Diga que pensa em mim e me beije a testa.
Diga que ficará do meu lado.
Eu não preciso do seu amor, porém necessito da sua amizade.
Senta aqui, te faço um chá e te conto meus planos debaixo da lua minguante 
e te digo que tens o abraço mais confortante.





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