quinta-feira, 4 de abril de 2013

Descrevendo o indescritível.


 Fui uma vez no psicólogo e nunca mais voltei...
 Pois queria de mim a explicação exata de todos os meus anseios. A fundo, tentei encontrar uma descrição e um porquê para as minhas paranoias. Mas se soubesse explicar não estava ali.
 O que eu mais soube responder foi "Não Sei". Eu o olhava nos olhos e não me sentia bem. Já sabia que seria em vão. Em vão mais uma vez.
 Sou o complexo da minha alma, da minha massa encefálica e do meu coração. Sinto repulsa de tudo o que é mau e profano; e já me disperso do mundo.
 Sem paciência, sinto-me um extraterrestre na Terra - em busca do lugar do qual vim. Sem solução alguma, escrevo apenas para aliviar o mal estar.
  Nem Freud daria conta de curar-me do meu próprio eu. Sinto que vivi há séculos; e que hoje não estou aqui.
 O que as pessoas têm de mim é apenas o momento que já acabou no segundo que se segue.
 Não sou humano. Sou um coração. Sem qualquer tecido ou proteção ando nu com minhas emoções. Como lesma, tenho respiração cutânea.
 Morro aos poucos e profundamente cada vez que jogam sal ou o ácido de suas línguas perversas na minha pele úmida de emoção.
 Minha sina é amar o próximo. No entanto, me fere a alma em carne viva cada pessoa indigna de tal benevolência.
 Não quero esse carma. Uns dizem que é privilégio - só não sabem que isso está longe de ser um. Há apenas dois resultados do amor puro: Felicidade extrema ou tristeza profunda.

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