Nesse momento estou arraigada pelas sensações mais profundas e benevolentes.
Parece que nasci hoje. Na verdade, volta e meia estou nascendo. Estranho, não?
Vivo num isomorfismo com outrém por minutos limitados. Parece ser eterno.
Durmo. Acordo. Durmo. Levito em pensamentos loculados. Não durmo mais.
Num matiz de imagens posso ver os lábios mais encantadores que já toquei. Imediatamente desvio o pensamento procurando qualquer imagem mais rutilante.
Que ideia a minha... Pensar em algo que sempre venho a evitar.
Danço em cima da cama como se o tempo não passasse e como se eu me pertencesse. Não, é como se eu pertencesse ao mundo. Mas não quero isso. Não quando invadem e mexem no meu desassossego.
Entro num solilóquio com o sofá, como se me ouvisse, sombreado de respostas silenciosas e subentendidas. É o subconsciente bobo que vem me perseguindo, achando que sabe o que é melhor pra mim.
Nove horas da manhã de um domingo... E o que mais me afeiçoa é um dicionário e uma música ao fundo. Nem café tomei. Meu estômago faz eco dentro dele mesmo, análago ao eco que faz nesse coração vazio de amor.
Por hora amo, até não pensar mais em amar. Sei que entrei em contradição. Razão é o oposto de emoção. Amo sem pensar, penso sem querer amar. Por que tanto falo essa palavra? Não ouso mais repeti-la na frase seguinte. Preciso mudar o repertório da minha vida. Que tal começar com o verbo transluzir? Quero me elucidar nos reflexos da alma e revelar luz em mim, ao próximo, ao meu dia.
Parabéns Brenda, adoro quando escreve! Sinto que você consegue colocar em palavras o que eu penso. Beijos, Murilo
ResponderExcluircomo vou falar com você se deletou o face? :(
ResponderExcluirParabéns!! Adoro seus textos, são repletos de emoções! Simone
ResponderExcluirAme tu blog volvé a escribir 😘
ResponderExcluir