terça-feira, 23 de outubro de 2012

Uma atitude basta para uma decisão fatal.



Logo pela manhã bem cedo, faço o meu café forte, o despejo na xícara, sinto o aroma e o tomo "calmamente" ao som de uma melodia um tanto dramática e instigante.
  Os pingos de leite que derramo no café são como a quantidade de esperança que ainda tenho de você.
  Olhar para a escuridão desse líquido fervente é a mesma sensação que tenho e que vejo em sua frente, diante de toda essa situação.
  Uma atitude basta para uma decisão fatal...
   Nosso caminho é como diferentes mosaicos que não se encaixam e seguem em sequências anti-horárias, anunciando vidas opostas de duas pessoas opostas.
   Em flashbacks lembro-me da infância ingênua e do amor puro de criança, e de uma donzela que não perde a sua pureza, não sei por que nem para quê. Porém, a torna diferente de muitas, não pelo fato de não se entregar, mas por  preferir seguir a doçura do coração ao amargo de situações como essa. Talvez seja de um filme que vi há algum tempo.
   Não que isso seja amargo para você. Pois nos prazeres da carne alheia de segunda, é o encontro da sua felicidade. Digo de segunda quando essa pessoa é tão deconhecida para você, perto de nós dois. Aliás, não sei mais quem é mais deconhecido aqui.
   E quando dizem "mais vale a dor de uma verdade do que a alegria de uma mentira" isso é mentira! Todavia, essa dor de hoje tomará seu rumo amanhã.
   Engraçado como é difícil apagar as imagens que se formam rapidamente depois do que você me contou. Como seria difícil esquecer uma fraqueza de uma noite. Talvez nem seja fraqueza.
   Apesar dos pesares, tudo parece um jogo, um jogo sueco. É, você ganhou, ou eu. Parece tão indefinido ou indeterminado, mas é finito.
   E o que eu digo para o meu oponente quando dou o xeque-mate no xadrez? Eu digo: Sinto Muito!
  

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