terça-feira, 22 de novembro de 2011

O tempo


Sinto que o tempo tem passado depressa e isso me assusta.
O tempo da minha infância era calmo, leve e tranquilo. As horas passavam tão devagar que dava tempo pra brincar de casinha, de barbie, ir na vizinha, jogar bola na rua, brincar com os cachorros e fazer travessuras.
Hoje o tempo voa, permitindo-me ver o dia virar noite em um piscar de olhos; ver os meus entes queridos serem marcados pelos anos que escorrem nos dedos como areia.
O tempo é tão tempo que pensando no tempo o tempo me devora e me persegue. Tempo que me envelhece, deixando-me sem saída, proporcionando-me despedidas. E me arruma cada uma que só com o tempo mesmo pra esquecer.
O tic tac do relógio me intimida, me padece. Quem foi que inventou o bendito? Dito tempo, esse que passa corrido e não espera quando eu preciso. Por que tão insensível, oh tempo? Sua mãe deveria ter lhe ensinado a humildade em alguns momentos.
Mas vamos lá, o tempo merece que eu cite algumas de suas qualidades.
- O tempo cura a dor de um amor partido
- Embeleza aquele que cresce e que um dia foi feio.
- Faz com que possamos conhecer novas pessoas, lugares, destinos e encontremos soluções.
- O tempo nos deixa sábios, nos amadurece e ensina a viver.
Queria eu poder parar o tempo só por um instante. Voltar alguns anos e ver de novo quem eu nunca mais verei. Voltar nos momentos inesquecíveis e que hoje apenas ficaram na lembrança.
Ah, o tempo. Senhor das horas, das datas e dos momentos. Passe mais devagar pra que eu não me perca no tempo.

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