Não sinto meu corpo, minha alma desfalece, meu coração geme. Eu me encontro como em um calabouço que me agride na escuridão e no frio de uma solidão sem sentido.
De que adianta o amor, se as pessoas não vivem para ele e o ignoram como um mendigo sem utilidade?
Eu sou feita de amor, mas o amor não precisa de mim. Não como eu pensava que precisava.
Minhas entranhas doem, minha pele arde como arranhões profundos que sangram e deixam cicatrizes eternas.
São os sintomas que me cometem a cada vez que deixo o amor entrar no meu peito; já tão fraco, tão machucado e usado.
Lembro-me das noites que mergulhei em lágrimas no travesseiro, tão calada, tão sozinha, tão ferida... Como entender as facetas do amor e as dores que nos causam? Como querer continuar amando, mesmo no sofrimento? Como é possível o amor fazer tão mal sendo que é tão necessário na vida? Alguns chegam a dizer que sem amor não se vive. Mas como viver quando o amor é doloroso? Quem será tão sábio e corajoso para dizer que o amor é incondicionalmente bom? As dúvidas são tantas e as respostas são subentendidas e difíceis de serem interpretadas.
Mas eu amo, porque amar me faz humana, sentir me faz capaz, saber que tenho um coração que ama é gratificante.
A minha intuição diz que o vazio é pior que a dor do amor. O que você acha? Acho que o mais certo é ainda dizer que os dois estão na mesma proporção, os dois machucam. Cada um a sua maneira.
domingo, 8 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011

Vejo a sombra de um corpo cansado.
Sinto o coração fraco do velho amante.
Ouço o canto daqueles que se iludem.
Leio os versos de corações partidos.
Sigo os rastros da felcidade.
Choro a dor da saudade.
Sorrio com a esperança que me acompanha.
Corro atrás do tempo que não me espera.
Esbravejo ao ver a injustiça.
Encorajo o ser amante e o ser amado.
Imagino o impossível, que dentro de mim é claro.
Entristeço com a tristeza do desprezado.
Vivo, como se fosse uma obrigação. Ou às vezes sinto que não há melhor razão.
Vejo, sinto, ouço, leio, sigo, choro, sorrio, corro, esbravejo, encorajo, imagino, entristeço... E é então que eu vivo, sentindo, e fazendo com que todos os dias a minha vida tenha um sentido.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Deixar você pra lá

Hoje eu estava lendo em algum lugar por aí, que dizia o seguinte: "Tenho que te deixar partir da minha vida, não vou mentir que está sendo difícil pra mim, e mesmo que os nossos caminhos nunca mais se cruzarem, vou seguir em frente feliz. Pois quando eu olhar para trás, você estará lá, fazendo parte de um momento especial do meu passado".
Foi então que eu percebi que nossos caminhos nunca se cruzaram da forma devida e que tampouco eu vou olhar para trás e ver que você fez parte de um momento especial do meu passado. Porque na realidade eu senti sozinha, eu gostei de você sozinha.
Olho para trás e vejo que me irritei, briguei, desejei, gritei... Por alguém que nem se importava, sentia indiferença e nem me ouvia. Mas eu continuava a perder tempo com algo que deixava meus objetivos cada vez mais retrógrados.
E mais uma vez a emoção tomou conta da razão...
Hoje eu não acordei com essa decisão, e mesmo tendo acordado às seis e meia da manhã, só às onze e meia é que decidi te deixar pra lá; e com isso todas as minhas emoções e sentimentos que eu prefiro chamá-los de "ervas daninhas". Pois só causam danos ao meu ver.
A única coisa boa em ser sensível é conseguir descrever o que sente, com mais intensidade. Ou talvez nem pra isso eu consiga tirar proveito.
Deixei pra lá, deixei de lado, deixei num canto.. Deixei tentar fazer com que perca o valor diante das minhas frágeis pupilas que se dilatam só de pensar em você.
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