terça-feira, 8 de março de 2011

Desilusão


Um dia eu acreditei que sonhos existiam. Acreditei que iria encontrar o meu amor.
Um dia eu acreditei que o mundo era perfeito. Acreditei que não existia dor.
Mas a verdade é que coisas boas não saem da imaginação, ou simplesmente duram pouco.
Talvez eu tenha sido sonhadora demais.
E por sonhar tanto, eu cheguei a voar.
Me encontrei nas nuvens.
Só não me contaram que voar alto demais pode lhe fazer cair e que, caindo, o tombo era grande.
Guardo essa dor toda vez que caio mais um dia. É como se eu não aprendesse e tentasse voar novamente. Porque estar no chão é ruim demais pra quem já descobriu como é estar no céu.
Sinto que o meu coração grita e implora por momentos mais agradáveis e estáveis. Mas infelizmente o que tenho pra agora são as minhas lágrimas amargas.
Já não sei quando é noite ou quando é dia. Só sei que escureceu o tempo hoje.
Pode ser que amanhã o sol volte a iluminar os meus dias. O problema é que esse amanhã parece estar longe demais pra chegar.
Estou sozinha dentro de mim. Um vazio incurável e uma dor que não se cala.
Apenas ando, apenas sinto a brisa bater leve e indiferente ao meu rosto, apenas sigo. Sem saber pra onde vou, sem linha de chegada, com a incerteza do que o futuro me reservou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário