sábado, 10 de abril de 2010

Como quisera eu ser mais ouvida. E ao soar do sino da igreja, ser atendida em minhas preces tão precavidas. Oh vida, que a cada desapreço me ensina a

Como quisera eu ser mais ouvida.
E ao soar do sino da igreja, ser atendida em minhas preces tão precavidas.
Oh vida, que a cada desapreço me ensina a viver e que mesmo na dor me leva a amadurecer.
Sem motivos ou não, choro desamparadamente na solidão em um quarto escuro acompanhada apenas de um cobertor, o único que me ampara, esquentando-me em seu leito.
Tantas vezes parei no tempo apenas para tentar desvendar os mistérios da vida e os que ela tanto reserva. Vida essa que me esboça em um mar de ilusões,marcado de tantas lágrimas e feridas profundas como uma cratera sem fim.
Momentos contáveis que me senti completamente envolvida pela felicidade plena, na qual hoje me perdi e não a vejo diante de minha visão limitada.
Hoje as lágrimas caem com prazer, delineadas ao caminho de minha face onde o fim da mesma é o local de término para o começo de muitas.
Não se é possível entender a vida antes de muita dor, quem jamais se feriu não sabe o que é a vida e os seus segredos tão ocultos perto de um céu azul infinito, onde olhamos tentando imaginar um fim. Ou até mesmo um cenário perfeito para a esperança de sonhos tão incompreensíveis.
É deixado uma vida inteira para que se haja tempo de descobrir seu misterioso enigma, e ao encontro deste, chega também, o final de mais uma vida. Onde é apagado como um simples “delete” em nosso cérebro para que possa demorar o tempo necessário para aprender a viver novamente.

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