Todo dia é sempre igual. Ela acorda às sete da manhã com o barulho estridente do despertador. Não pensa duas vezes antes de levantar. Escova os dentes, veste um estilo de roupa de acordo com o seu humor. Hoje, todavia, resolveu vestir uma saia de cetim de comprimento um pouco acima do joelho e uma camisa de voil um tanto discreta, um tanto ousada. Calçou os sapatos peep toe pretos, tomou um café na mesa da sala próxima a cozinha, ecoando solidão. Porém, ama a própria companhia.
Subiu em direção ao banheiro, escovou os dentes, passou maquiagem e penteou os cabelos castanhos, tamanho médio. Por fim, passou algumas gotas de perfume e deu a última visualizada para ver se estava tudo ok.
Desceu as escadas com classe, pegou sua bolsa e decidiu ir a pé ao trabalho. Aquela mulher é firme nos passos, confiante no olhar e sexy nos movimentos. Por onde passa, deixa admiradores para trás. Está tão concentrada em si que mal nota os olhares, sequer nota os homens mais atraentes e charmosos em seus carros.
Ao chegar no trabalho, pega o elevador e nem se dá conta do homem belo que a admira. Sempre firme no olhar misterioso, jamais é esquecida. Aqueles olhos são marcantes, de mulher determinada.
Entra em seu consultório, direciona-se até a secretária, a qual imediantamente lhe mostra a agenda de pacientes para hoje. Afinal, uma psicóloga dedicada ao trabalho e renomada está sempre com a agenda cheia.
Na hora do almoço, pega sua bolsa e vai até o restaurante da próxima rua. Ao passar pela porta do restaurante, vários olhares rapidamente se erguem em sua direção. Alguns homens, de tão indiscretos, chegam a levar uns tapas de suas mulheres enciumadas.
Ela senta na mesa que dá para a janela, com quatro lugares, porém está só. Mal nota que o mesmo homem belo, o qual a havia olhado hoje cedo, perto do elevador, está na mesa ao lado.
Vinte minutos se passam e a mulher pede a conta. Levanta-se e vai embora. No caminho, decide tomar um ar na praça da cidade. Ela é apaixonada pelo jardim e pelas árvores existentes no local.
Trinta minutos depois, levanta-se e volta ao trabalho. Foram mais de seis horas de consultas. Às sete da noite se despede do último paciente, pega a bolsa, troca algumas palavras rotineiras com a secretária e aperta o botão do elevador. Decide chamar um táxi... Abre a porta do seu apartamento, joga a bolsa, tira os sapatos (está exausta), e vai tomar um banho quente. Durante o banho retoma os deveres rotineiros em sua mente. Janta qualquer coisa, lê alguns capítulos do livro do escritor francês De La Rochefoucauld, vai até a sacada e senta-se na cadeira de balanço para admirar a noite. É lua cheia, céu estrelado. Lembra-se de como o amava; e do último dia de mulher boba e romântica, há um ano. Lembrou de quando ele a deixou, com falsas explicações de meias palavras e foi viver a vida com outra, mais previsível, sem ar de mistério... Tão fútil.
Há oito meses ela não nota mais os olhares, não se encanta por homem algum. Não atende aos telefonemas do dia seguinte, deixando marcas de noites inesquecíveis para homens que, ela mesma trata de esquecer, no minuto que vira as costas e vai embora.
Todo encontro é sempre igual: Ela parte antes de ser abandonada. Todos os dias são sempre iguais: Decidica a não ser mais enganada.
Subiu em direção ao banheiro, escovou os dentes, passou maquiagem e penteou os cabelos castanhos, tamanho médio. Por fim, passou algumas gotas de perfume e deu a última visualizada para ver se estava tudo ok.
Desceu as escadas com classe, pegou sua bolsa e decidiu ir a pé ao trabalho. Aquela mulher é firme nos passos, confiante no olhar e sexy nos movimentos. Por onde passa, deixa admiradores para trás. Está tão concentrada em si que mal nota os olhares, sequer nota os homens mais atraentes e charmosos em seus carros.
Ao chegar no trabalho, pega o elevador e nem se dá conta do homem belo que a admira. Sempre firme no olhar misterioso, jamais é esquecida. Aqueles olhos são marcantes, de mulher determinada.
Entra em seu consultório, direciona-se até a secretária, a qual imediantamente lhe mostra a agenda de pacientes para hoje. Afinal, uma psicóloga dedicada ao trabalho e renomada está sempre com a agenda cheia.
Na hora do almoço, pega sua bolsa e vai até o restaurante da próxima rua. Ao passar pela porta do restaurante, vários olhares rapidamente se erguem em sua direção. Alguns homens, de tão indiscretos, chegam a levar uns tapas de suas mulheres enciumadas.
Ela senta na mesa que dá para a janela, com quatro lugares, porém está só. Mal nota que o mesmo homem belo, o qual a havia olhado hoje cedo, perto do elevador, está na mesa ao lado.
Vinte minutos se passam e a mulher pede a conta. Levanta-se e vai embora. No caminho, decide tomar um ar na praça da cidade. Ela é apaixonada pelo jardim e pelas árvores existentes no local.
Trinta minutos depois, levanta-se e volta ao trabalho. Foram mais de seis horas de consultas. Às sete da noite se despede do último paciente, pega a bolsa, troca algumas palavras rotineiras com a secretária e aperta o botão do elevador. Decide chamar um táxi... Abre a porta do seu apartamento, joga a bolsa, tira os sapatos (está exausta), e vai tomar um banho quente. Durante o banho retoma os deveres rotineiros em sua mente. Janta qualquer coisa, lê alguns capítulos do livro do escritor francês De La Rochefoucauld, vai até a sacada e senta-se na cadeira de balanço para admirar a noite. É lua cheia, céu estrelado. Lembra-se de como o amava; e do último dia de mulher boba e romântica, há um ano. Lembrou de quando ele a deixou, com falsas explicações de meias palavras e foi viver a vida com outra, mais previsível, sem ar de mistério... Tão fútil.
Há oito meses ela não nota mais os olhares, não se encanta por homem algum. Não atende aos telefonemas do dia seguinte, deixando marcas de noites inesquecíveis para homens que, ela mesma trata de esquecer, no minuto que vira as costas e vai embora.
Todo encontro é sempre igual: Ela parte antes de ser abandonada. Todos os dias são sempre iguais: Decidica a não ser mais enganada.


