sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Amor em branco.


De repente, ela sentiu o quanto tinha medo de que o amor lhe pudesse ser fatal.
Ela mesma não tinha reparado no medo que tinha. No grande medo que tinha!
Ele veio com palavras de caráter dócil, mostrar a ela que o amor ainda pudesse ser belo.
Ela já havia prometido há muito tempo que o amor não a pegaria, e jurou tomar todas as vacinas contra esse sentimento. Mas esqueceu que ainda não existe vacina para surpresas que nos fazem amar. E ela amou a surpresa daquele homem que a provocou de forma calorosa a dar espaço ao amor.
Ela se viu forte nele, mas, ainda desconfiada. De qualquer maneira, pensou melhor na proposta dele.
Aquele homem era viril, lhe encantou logo na primeira conversa. Mas ela insistiu em enganar a si mesma de que ele não a havia encantado. Que mulher boba!
O que mais lhe admirava nele era que, de um jeito único ele sabia exatamente desafiá-la de modo que a deixasse sem uma segunda carta na manga. Isso era voráz, era tentador!
Ele tentou prometer lhe amar. Ela tentou prometer acreditar.